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INTRODUÇÃO

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PARASITÁRIAS:: ::CARDIOLOGIA:: ::ODONTOLOGIA::

A maior parte dos casos clínicos que recorrem a este serviço são situações, para as quais os tratamentos anteriormente efectuados não ofereceram resultados satisfatórios.

O nosso sucesso com estes animais reflecte-se principalmente na resolução e/ou controlo destas situações e melhoramento da sua qualidade de vida.

Para além destes casos, tratamos também animais com doenças agudas, sequelas neurológicas (paralisias) de traumatismos, problemas de controlo de peso (obesidade) e animais geriátricos, para os quais os seus donos querem melhorar a qualidade de vida.

 

Na saúde há sempre algo mais que se pode fazer, um contributo a dar para melhorar a qualidade de vida nos nossos pacientes e dos seus donos.


Apresentamos de seguida uma selecção de animais e dos seus casos por nós abordados com sucesso.

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ORTOPEDIA - OSSOS, MÚSCULOS E ARTICULAÇÕES
CASO I - HIGROMA DO COTOVELO - ORTOPEDIA

Outubro 2006

O higroma consiste numa bolsa cheia de líquido seroso que ocorre geralmente na região do cotovelo, sobre a face lateral da articulação. Surge na sequência de traumas sucessivos desta região do corpo contra superfícies duras em animais jovens com a pele sensível, ou em animais adultos quando é exercida pressão excessiva sobre esta articulação. O tratamento consiste em eliminar a causa que provoca a formação e acumulação do líquido. Apenas em último caso, quando ocorre infecção ou formação de cápsula fibrosa, é recomendada a drenagem e a cirurgia, complementada com a administração da antibioterapia mais adequada. As dificuldades pós-cirúrgicas e as recidivas frequentes fazem do higroma uma situação crónica de difícil resolução.

O Nosso Caso - Canídeo, sexo masculino, castrado, raça indeterminada, idade estimada de 10-12 anos, 38kg.

Higroma no membro anterior direito, sobre o cotovelo, com aumento das dimensões durante um mês, seguido de ulceração (ferida) com saída de líquido purulento (pús) e formação de cápsula fibrosa. Foi a consulta de medicina convencional onde foi aplicada uma ligadura de protecção e receitado antibiótico durante 15 dias.

Após um mês o problema mantinha-se e recorreram ao nosso serviço. Estavam a aplicar diariamente um gel anti-inflamatório no local e o higroma apresentava o aspecto da Figura 1-A, onde se evidência uma zona de ulceração sobre a face interna do membro anterior direito, com drenagem (saída) contínua de líquido sero-hemorrágico.

Após a avaliação clínica do animal foi suspensa a administração do gel anti-inflamatório e durante o dia começou a usar uma cotoveleira de protecção almofadada. Optou-se por uma abordagem terapêutica de acupunctura e homeopatia com sessões semanais.

Após 8 semanas, no final do tratamento, as dimensões iniciais do higroma (ver Figura 1-B) reduziram completamente (ver Figura 1-C) e verificou-se também o encerramento da zona de ulceração. Dois meses após a última sessão o animal foi reavaliado e verificou-se a resolução completa da situação.

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Figura 1-A
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Figura 1-B
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Figura 1-C
CASO II - DISPLASIA DA ANCA - OSTEOARTROSE - ORTOPEDIA

Agosto 2006

O termo osteoartrose refere-se à doença articular degenerativa não-inflamatória e não-infecciosa. Pode ser primária ou secundária. A forma secundária é a mais comum e surge como resposta à presença de outra doença inicial (exs: fracturas, ruptura do ligamento cruzado do joelho ou displasia da anca). O sinal clínico mais importante é a claudicação (coxear) mas também se observa diminuição na amplitude dos movimentos, dor à palpação e alterações radiográficas características. A osteoartrose é uma doença progressiva, debilitante e para o tratamento é importante identificar a doença primária que lhe deu origem e tratá-la. De um modo geral o controlo do peso e dos níveis de actividade física são aspectos importantes do tratamento.

O Nosso Caso - Canídeo, sexo feminino, esterilizada, raça Golden Retriever, idade 12 anos, 30kg.

Diagnóstico anterior de osteoartrose da articulação coxo-femoral, secundária a displasia da anca. Figura 2-A.
Fazia controlo de peso com ração comercial de gama alta e também protectores articulares.
Os episódios dolorosos frequentes eram controlados com medicamentos antiinflamatórios não esteróides (AINES).

Recorreu à nossa consulta na sequência de episódio doloroso incapacitante que não melhorava com a administração de anti-inflamatórios.

Após o diagnóstico energético foi elaborado um protocolo terapêutico baseado em acupunctura, homeopatia e fisioterapia, com sessões inicialmente bi-semanais passando depois a semanais.

Foi dado aconselhamento sobre o grau e tipo de actividade física permitidos. Para além disso manteve-se a dieta para controlo do peso e a administração de condroprotectores via oral.

Os resultados foram visíveis logo após a primeira semana de tratamento e após 4 semanas a rigidez articular estava diminuída, a amplitude de movimentos aumentada e a dor associada estava controlada, podendo o animal fazer a sua rotina diária normal com conforto e qualidade de vida.

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Figura 2-A

NEUROLOGIA - SISTEMA NERVOSO
CASO I - SÍNDROME VESTIBULAR GERIÁTRICA PERIFÉRICA - NEUROLOGIA

Dezembro 2005

A Síndrome Vestibular Geriátrica Periférica (SVGP) é uma patologia que afecta cães com idade média de 12,5 anos e pensa-se que está relacionada com a inflamação/degenerescência do nervo craneano vestibular (NC VIII) que liga o ouvido interno ao cerebelo. Surge de forma súbita e uma vez que estes orgãos são responsáveis pelo equilíbrio e pela orientação espacial do animal, os sintomas mais frequentes são desvio da cabeça, dificuldade em manter o equilíbrio (ataxia), quedas, movimentos rítmicos do globo ocular (nistagmos) e também náuseas, vómitos e falta de apetite (anorexia).

A fase aguda da patologia pode ter a duração mínima de 2 dias até cerca de 2 a 3 semanas. Na maioria dos animais, durante estas semanas, a recuperação ocorre progressivamente até um limite determinado, podendo permanecer sequelas crónicas como tremores ou desvio da cabeça. A terapêutica em medicina convencional consiste em cuidados de suporte de vida. As recidivas são muito frequentes podendo surgir um novo episódio logo ao fim de poucas semanas após o episódio inicial.

O Nosso Caso - Canídeo, sexo masculino, castrado, raça indeterminada, idade estimada de 10-12 anos, 38kg.

Episódio súbito de desvio da cabeça, ataxia, quedas, náuseas e vómitos. Após efectuado o diagnóstico de Síndrome Vestibular Geriátrica Periférica em clínica convencional, foi medicado para o controlo dos vómitos e administrado soro endovenoso por 48h e antibiótico durante cerca de 15 dias. Após 15 dias de tratamento a recuperação foi mínima.

Quando recorreram à nossa consulta o animal apresentava desvio acentuado da cabeça, ataxia com desequilíbrio na marcha a direito e em plano horizontal, quedas esporádicas, náusea e vómito. Estado geral debilitado.

Foi realizado um diagnóstico energético do animal que revelou desequilíbrios compatíveis com a patologia manifestada. A Síndrome Vestibular Geriátrica Periférica é interpretada em Medicina Tradicional Chinesa como uma patologia de Vento e está relacionada com desequilíbrios energéticos ao nível dos orgãos Baço, Rim e Fígado.

No protocolo terapêutico escolhido foi efectuada acupunctura com punctura simples dos pontos seleccionados, durante cerca de 20 minutos, com a frequência de uma vez por semana, durante 8 semanas.

Após a primeira sessão os resultados foram visíveis apresentando o animal melhoria do estado geral, diminuição do grau de inclinação da cabeça, equilíbrio durante a marcha a direito e em plano horizontal, ausência de quedas, de náuseas e vómitos. Até ao final das sessões todos os sintomas desapareceram. Após um ano continuava estável, sem ocorrência de novo episódio, apresentando apenas, por vezes, um ligeiro desvio da cabeça transitório quando submetido a situações de stress ou ansiedade.

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CASO II - PARALISIA DOS MEMBROS POSTERIORES - NEUROLOGIA

Maio 2007

A paralisia dos membros posteriores ocorre quando a condução dos impulsos neurológicos e da informação ao nível da medula espinal não de realiza de uma forma normal ao longo da coluna vertebral. Essa condução dos impulsos pode estar aumentada, diminuída ou ausente e dar origem a diferentes formas de paralisia. As estruturas e partes do corpo afectadas também dependem do local da medula onde se encontra a lesão. Os tipos de lesão variam, podendo estes ser por secção total ou parcial da medula por traumatismo; por compressão por protrusão do disco (hérnia discal), pela presença de massas ou tumores no local ou por um processo inflamatório agudo local; por processos vasculares que levam à formação de êmbolos ou trombos no local e por doenças degenerativas do sistema nervoso central (SNC).

O Nosso Caso - Canídeo, sexo feminino, raça x caniche, idade estimada de 10 anos, 16kg.

Episódio progressivo de perda de sensibilidade, propriocepção e actividade motora de ambos os membros posteriores com consequente paralisia e diminuição da mobilidade. Para se deslocar arrastava os membros posteriores pelo chão. Estava a fazer diariamente medicamentos anti-inflamatórios com prednisolona (corticóide). A situação prolongava-se por mais de 6 meses.

Quando recorreram à nossa consulta o animal arrastava os membros posteriores para se deslocar e a sensibilidade e propriocepção estavam ausentes nos membros posteriores. Não conseguia sustentar o seu peso para se manter de pé. O estado geral era bom.

Foi realizado o diagnóstico energético e elaborado um protocolo com acupunctura, homeopatia e fisioterapia. Em algumas sessões recorreu-se à electroacupunctura.

Após 4 semanas de tratamento o animal já fazia tentativas para se colocar de pé e andar, e ao fim de 16 semanas voltou a andar normalmente. A evolução ao longo do tratamento foi registada e pode ser vista no vídeo abaixo ou integrada na Reportagem do Programa "Consigo" da RTP 2 aqui...

 

 

Observações: Nos casos de paralisia, a brevidade com que se iniciam os tratamentos após o diagnóstico e a idade do animal são factores importantes no sucesso da sua recuperação. Este caso chegou já numa fase bastante tardia após o diagnóstico e sendo um animal com alguma idade, fez com que a recuperação deste caso tenha demorado 16 semanas, mas mesmo assim conseguimos resultados muito positivos, tendo o animal recuperado todas as funções perdidas e ao final de 18 meses continua estável sem mais tratamentos.

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CASO III - SÍNDROME DE WOBBLER - NEUROLOGIA

Novembro 2008

O Síndrome de Wobbler, também conhecido por Espondilomielopatia Cervical Caudal ou Espondilopatia Cervical Caudal é uma patologia das vértebras cervicais caudais e dos discos intervertebrais, que causa compressão da medula espinal.
O Síndrome de Wobbler é relativamente comum em raças como o Doberman Pincher e o Grand Danois. Da nossa experiência clínica, as raças que mais vemos acometidas e tratamos em Portugal são o Dálmata, o Doberman Pincher e o Mastim Napolitano, mas qualquer animal pode sofrer da doença.
Esta patologia pode ser classificada em 5 grupos, de acordo com o processo patofisiológico que lhe dá origem, tendo quase sempre uma componente congénita - em animais jovens - ou degenerativa - em animais de idade adulta. É muito importante, para o sucesso do tratamento, que seja detectado e diagnosticado precocemente. Os sinais observados são em geral progressivos, debilitantes, havendo muitas vezes dor associada. Pode levar à tetraplegia/tetraparésia do animal ou mesmo à sua imobilidade total e sem controlo dos esfíncteres (urina e fezes).

O Nosso Caso - Canídeo, sexo masculino, raça Doberman Pincher, idade 10 anos, aprox 30kg.

Episódio progressivo com vários meses de duração, que apresentava diminuição da sensibilidade, propriocepção e actividade motora de ambos os membros posteriores com diminuição da mobilidade - subia lentamente as escadas -, perda de força e de equilíbrio - dificuldade em urinar sem cair -, claudicação - "coxeava" de vez em quando -, diminuição da amplitude dos movimentos - dor e dificuldade ao dobrar o pescoço para comer ou beber água. No dia 2 de Novembro de 2008, depois do passeio diário, caiu e já não se conseguiu levantar, perdendo também o controlo das fezes e da urina. Fez consulta de neurologia para diagnóstico e medicação anti-inflamatória e analgésica durante uma semana, sem resultados evidentes.

Quando recorreram à nossa consulta o animal apresentava tetraparésia (sem força nos membros, estava sempre deitado de lado), dores fortes no pescoço apesar da medicação analgésica recomendada, não se conseguia pôr de pé nem sentar e não controlava totalmente as fezes nem a urina.

Foi realizado o diagnóstico energético e elaborado um protocolo terapêutico com técnicas de acupunctura, homeopatia e fisioterapia. Em algumas sessões recorreu-se à electroacupunctura.

Foi de imediato retirada toda a medicação anti-inflamatória e analgésica convencional e ficou com medicação homeopática em S.O.S para controlo da dor cervical (pescoço) em caso de necessidade.
Ao fim de três (3) sessões de tratamento (acupunctura e homeopatia) o animal estava a andar tal como se pode observar no registo vídeo abaixo:

 

 


NOTA:
O Síndrome de Wobbler é uma patologia progressiva e debilitante que pode levar à incapacidade completa do animal. Se o seu cão pertence a alguma das raças acima mencionadas e/ou apresenta algum(ns) do(s) seguinte(s) sinal(is), pondere realizar uma consulta de neurologia: dor e/ou dificuldade em movimentar o pescoço, andar trôpego e cambaleante em especial nos membros posteriores, "coxear" e/ou perda de força intermitente ou constante em um ou mais membros, estar frequentemente com o pescoço "encolhido" ou assumir uma postura tensa e retraída, perda de força nos membros ao urinar ou defecar.

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DERMATOLOGIA - PELE E ANEXOS
CASO I - DERMATOFITOSE (FUNGOS) - DERMATOLOGIA

Julho 2006

A dermatofitose é uma patologia da pele provocada por fungos. Os principais agentes responsáveis são o Microsporum canis, o Trichophyton mentagrophytes e o Microsporum gypseum. O aspecto circular das zonas de alopécia (zonas sem pelo) é característico e sinais como descamação, eritema (vermelhidão), hiperpigmentação e prurido são variáveis. Doenças ou medicamentos que provoquem imunossupressão (diminuição da imunidade) constituem factores de risco para o aparecimento dos sinais clínicos da doença. Perante os potenciais efeitos secundários de alguns medicamentos, que incidem particularmente sobre o fígado, recomenda-se o controlo regular de alguns parâmetros sanguíneos.

O Nosso Caso - Canídeo, sexo feminino, esterilizada, raça Malamute do Alasca, idade indeterminada (>8 anos), 35kg.

Apresentava lesões eritematosas circulares, de aspecto característico, que haviam sido diagnosticadas à cerca de 2 anos como dermatofitose. As manifestações clínicas eram cíclicas e constantes ao longo do ano. A proprietária aplicava uma loção com base de gel de aloé vera e óleos essenciais, com a qual controlava os episódios agudos.

Efectuado o diagnóstico do animal, foi instituído um protocolo de tratamento com homeopatia e suplementação alimentar com nutrientes e oligoelementos essenciais.

Após 4 semanas de tratamento a frequência dos episódios agudos diminuiu e as lesões desapareceram, estando a manifestação clínica da patologia controlada. O pelo ficou mais brilhante e espesso. Desde então, manteve-se a suplementação nutricional e não se verificaram novos episódios.

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